JUBILEU da AIM

(1961-2011)

mneytFeliz coincidência neste ano de 2011: a AIM festeja 50 anos de atividades e, ao mesmo tempo, o Boletim publica seu centésimo número, motivos de alegria e de ação de graças por tudo o que foi possível realizar desde suas origens. À vista disso, valemo-nos da circunstância para considerar alguns testemunhos privilegiados acerca dos muitos momentos fortes que marcaram a história da AIM. Foram eles seus humildes inícios postos em andamento por Dom Abade Marie-Robert de Floris, OSB, o colóquio de Bouaké (1964), os grandes encontros com os monges do Oriente (Bangkok, em 1968, Bangalore, em 1973, e Kandy, em 1980), além de outras reuniões na América Latina e na Ásia. Foi também o surgimento do Diálogo Inter-religioso Monástico (DIM), dentro da AIM antes que ele, fonte de hospitalidade sagrada e de intercâmbios fundamentais para nossa época, se tornasse autônomo sob a orientação de Padre Pierre-François de Béthune, OSB, e, atualmente, de Dom William Skudlarek, OSB. Houve ainda um tempo de aprofundamento do trabalho realizado sob a direção de Padre Marie-Bernard de Soos, OSB (1982-1996), e as atividades mais recentes com o desenvolvimento do Secretariado sob a condução de Irmã Gisela Happ, OSB, e de Irmã Plácida Dolores, OSB.

Não se trata de fazer aqui, no âmbito desse Boletim, uma exposição exaustiva de tudo isso, visto estar em andamento a confecção de um livro para os que gostariam de avaliar esses 50 anos com mais profundidade. Por outro lado, a fim de celebrar dignamente todas as graças recebidas que marcaram a expansão monástica através do mundo e todos os laços estabelecidos entre os Mosteiros, será realizado um grande encontro comemorativo no lugar onde a AIM começou: a Abadia de Ligugé, na França. Todos ficarão contentes em saber que um filme destinado a uma divulgação mais ampla foi produzido pela AIM, em co-produção com a rede francesa KTO, que apresentará em diversas ocasiões o documentário realizado.

Voltando ao presente número do Boletim, seus artigos privilegiam alguns pontos importantes do serviço da AIM: o acompanhamento das comunidades através da escuta, do diálogo, do discernimento, da ajuda e dos laços que pouco a pouco se estabeleceram entre as comunidades. Assim, a Communio Internationalis Benedictinarum (CIB) constituiu-se a partir de uma ramificação de comunicação e de inspiração espiritual, desejosa de promover um monaquismo feminino para o século XXI. Sua atual Presidente, Irmã Judith Ann Heble, OSB, expõe, num documento excepcional, a história dessa solidariedade e seus objetivos. Em 2011, a CIB comemora dez anos de unidade juntamente com o cinqüentenário da AIM.

«O que conta mais, afirmava Dom Marcel Rooney, OSB, antigo Abade Primaz, são as estruturas de nossos corações que conduzem ao amor de Deus e de nosso próximo»(1). As entidades regionais que foram progressivamente se desenvolvendo em vários continentes, contribuíram para enriquecer essa comunhão recíproca. Os exemplos apresentados mostram alguns de seus aspectos mais significativos. Contudo, o trabalho está longe de terminar e deve continuar em vários lugares: África Central, região dos Grandes Lagos e alhures...

Os assuntos aqui evocados pretendem testemunhar humildemente acerca do grande número e da diversidade de pontes estabelecidas entre as diferentes sensibilidades que tornam o mundo monástico tão rico e tão vivo.


Padre Martin Neyt, OSB
é monge do Mosteiro de Saint-André de Clerlande (Bélgica)
e Presidente da AIM

Traduzido do francês por Dom Matias Fonseca de Medeiros, OSB

(1) Ver mais adiante o artigo de Irmã Judith Ann Heble, OSB, a propósito da CIB.

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